Lucas Costta
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017
Criador
Elisa
Angra
O êxtase dos sentidos, a calma do momento. Uma paisagem em um paraíso. Se esconde, se esquece quando você aparece. A cor da areia se confunde com sua pele. O vento te abraça e retira os cabelos da sua face. Uma providência divina, revela o anjo sem asas que levanta voo. Quando o mar encontra teu corpo. O sol os assiste ansioso. Uma história de amor em cronicas se espalham pelos espaços dos seus traços. O rosto que retira o desgosto. Que humilha a melancolia e a aniquila. A vida que em ti respira, grata ainda brilha. Sal, nuvens, árvores e aves, um barco com teu nome em uma ilha. Nos meu sonhos és bem vinda vem e torna a vida mais bonita. Me leve, me torne leve me abraçe me refresque. Anjo, sereia, princesa quem precisa de nome não conhece sua beleza.
Subversão
Anônima
Na noite da avenida sem nome, a luz na cidade fria se esconde. Carros, motos, olhares aos milhares. Correm contra o tempo, a pressa do acaso, transforma a vida num fardo. Ela caminha destemida, com um salto médio que ainda brilha. Sem maquiagem, com um baton vermelho. Olhar no espelho já virou pretexto. Sua jaqueta preta já se esqueceu do ultimo alguém que abraçou, até se curar a dor. Forte, linda junto com a brisa. A garoa fina esconde suas mentiras e cobra suas verdades. Pra ela os fatos são vaidade. Uma proganda em um panfleto lembra a ferida que ainda não cicatrizou, por plantar amor e colher desamor. O contraste dos bares e luzes do lugar, são ignorados por quem vê ela passar. Seu coração é um mar e eu sou um almirante, com minha esquadra a avançar. Revolto, impetuoso, teimoso eu falho de novo. Não sabe a hora, não tem pressa quer aproveitar a calma enquando ainda resta. Ela se sente linda mais do que em outros dias. Enquanto atravessa a avenida, sem um guia, sem vigia. Seu caminhar é um misto de sonhos e decepções. Alusões de suas feições no asfalto frio. Independente, mas nunca inconsequente pensa sempre em quem se prende. Imperfeita que busca a beleza na leveza de ser quem é. Somos mais proximos quando acreditamos que não estamos tão próximos.